Assine o Feed desse BlogParece irônico que este penúltimo longa-metragem de Michael Cimino se chame Horas do Despero, visto por tudo que o cineasta sofreu desde o lançamento de O Portal do Paraíso nas mãos daquela mesma que lhe acolheu quase como um rei através de um único filme? a Hollywood. no lugar de uma das maiores estrelas de Hollywood , um rosto estranho, pouco moldável e que já nasce pronto para decadência ecarnado com maestria pelo sempre subestimado Mickey Rourke.
O Siciliano, apesar de ser baseado num romance de Mario Puzo, tem muito pouco — ou nada — de O Poderoso Chefão, obra-prima máxima e exemplo cinematográfico para todo o sempre. Entretanto, é fato que esta pequena pérola de Michael Cimino é um filme singular. Após sua baixada de bola em O Ano do Dragão , O Siciliano apresenta temas caros e gerais na carreira de Cimino. E o que isso nos lembra? Exato, O Portal do Paraíso . Todos os caminhos levam a Portal do Paraíso.
A visão de espetáculo de Michael Cimino em O Ano do Dragão e seus primeiros grandiosos filmes como O Franco Atirador talvez hoje nem se encaixe mais na nossa ideia desse mesmo tipo de cinema, devido principalmente a figuras como Michael Bay, que na maioria das vezes se utiliza desse meio para demonstrar o quanto o estúdio que trabalha é rico. O que também não deixa de ser uma verdade. É um cineasta manipulando as suas próprioas escolhas. A trajetória dele é predestinada a um fim trágico.
“… as spoilers continues to roll…”. 5/5 Há quem diga que o objetivo de Michael Cimino quando fez O Portal do Paraíso era, com este filme, reestruturar as bases do cinema como o conhecemos. Um filme que nunca vimos, e que nunca mais veremos. O filme para acabar com todos os filmes. Qualquer produção imaginada ou concluída após esta obra magnânima, na cabeça de Cimino, deveria seu coração e alma a sua obra-prima. Alguns mais, outros menos. Ashby nunca foi mainstream. Segundo. . . .
A história de Michael Cimino se confunde com o fim da Nova Hollywood. Mas o fato é que se Cimino fosse de fato um andrógino, ninguém deveria ficar surpreso — esta especulação já foi feita, e negada por Cimino. Após anos sem conceder entrevistas, ele foi a público e negou as acusações, pegando o lançamento de seu primeiro livro, Big Jane , como justificativa para sair da caverna. Mas isto foi no tão distante ano de 2002. Mas mesmo agora, em 2012, nada parece ter mudado.e.e.
Eu farei um comentário especial no Cinematron, site que edito, sobre esta carta. Pensei em traduzir diretamente para lá, mas como esta carta era originalmente confidencial (e como não tenho o direito legal de traduzir de forma alguma), decidi postar aqui, já que o Ornitorrinco Cinéfilo é, antes de qualquer coisa, um blog puramente pessoal. Logo, qualquer problema que surgir, é responsabilidade minha. Dito isso, leiam a carta de nove páginas que Joe Eszterhas mandou pro Gibson. — Mel ”.S.
“I was cured with spoilers alright”. 2/5 O meu ponto sobre (500) Dias com Ela está devidamente ilustrado — e bem ilustrado — nas últimas cenas do filme. Aliás, ele pode ser mais bem encontrado bem na cena da festa no terraço de Summer (Zooey Deschanel), quando o coitado do Tom (Joseph Gordon–Levitt) a vê exibindo gloriosamente seu anel de noivado. Aliás, coitado? Há controvérsias. Você vê, eu não sou o rei dos relacionamentos, tampouco sou Casanova. E acredite-me, está tudo bem claro.e.
http://nerdice.com/cinematron It’s alive!.
4/5 O sentimento do progresso como uma condição, determinou o modo como olhamos a curta passagem de tempo que começamos a perceber quando dominamos o conhecimento a nossa volta. Olhar para frente, além dos horizontes, instintivamente nossos olhos se focam. É sabido que o que vem adiante transformará tudo no qual estamos, mas é a grande ironia e promessa do futuro que não podemos ver além. Está totalmente interligada a um regime sensível comum. Mas ela a teme.
Por Victor Bruno Eu imagino que todos nós já estamos apresentados a Wes Anderson. Aliás, mais que ao Wes Anderson, mas a estética dos seus trabalhos. De críticas a elogios, de sátiras a auto-paródias, todos nós, nalguma maneira, já nos acostumamos e habituamos aos surtos do texano. De certa forma, o que distingue Anderson de todos os outros cineastas que gostam de retratar famílias disfuncionais é a mise en scene selvagem, a presença massiva de props , o vintage , o anacronismo deliberado e deli
Por Victor Bruno 5/5 O título de Attenberg é fruto de uma pronunciação errada do sobrenome de David Attenborough; um erro cometido por Bella (Evangelia Randou), melhor amiga de Marina (Ariane Labed), protagonista deste filme de Athina Rachel Tsangari. É importante observarmos este erro proposital feito por Tsangari logo no título do seu filme. Personagens, salvo exceções, não costumam errar deliberadamente pronúncias. Não faz parte do universo popular fílmico que nos é familiar—talvez a grande e
5/5 O caso contra Maladolescenza é bastante delicado. Ao mesmo tempo em que o filme é um dos exemplos de jogo de cena e de esforço intelectual da parte do espectador, já que este filme é uma das obras mais mentalmente estimulante e tematicamente fascinante que o cinema europeu já produziu; é inegável que seu conteúdo gráfico pode despertar—com razão—nojo e repulsa. Eu não ficarei surpreso se você abandonar a leitura desta crítica até o final do texto: É um filme forte e impactante, que utiliza p
5/5 Talvez o mais influente e controverso diretor da história do cinema brasileiro, Glauber Rocha realizaria em 1964 Deus e o diabo na terra do sol, filme icônico do Cinema Novo, movimento que teve no Brasil uma maior expressão dentre as latino-americanas. Considerado até hoje por muitos críticos como o maior filme nacional já feito, Deus e o diabo viria, assim como todo o Cinema Novo, trazendo uma espécie de resposta a então recém-falida produtora Vera Cruz, que servia de exemplo para a ineficá